Interpretação remota: O manual do novo normal

terça-feira, junho 14th, 2022

Dentre as várias áreas da tradução, provavelmente a que mais sofreu mudanças em decorrência da pandemia de Covid-19 foi a interpretação. Os eventos começaram a minguar no começo, e quando as empresas se deram conta que seria necessário um novo paradigma, abriu-se caminho para os eventos 100%, com intérpretes também remotos. A interpretação remota não é uma novidade e já é utilizada há muito tempo, seja telefonicamente, em eventos virtuais ou afins, porém, com certeza a pandemia deu uma guinada na procura e mudou a rotina de quem já se desempenhava na área.

falamos anteriormente de vários pontos importantes relativos à interpretação remota, e hoje detalharemos um pouco mais o que aprendemos nos últimos tempos, nos desempenhando na área.

1 – Equipamento

A compreensão por parte de quem nos escuta é fundamental, e não pode haver falhas na captura do som, ou quedas na internet. E, feliz ou infelizmente, na modalidade remota, estas responsabilidades recaem no intérprete, diferente de como seria na cabine. Por isso, investir em fones de qualidade, com um bom microfone, além de contar com uma boa conexão de internet, e preferir usar cabo ao invés de wi-fi, são necessidades que fazem a diferença. Além disso, um computador que rode bem os programas necessários é básico, tanto na interpretação como tradução.

2 – Domínio dos programas

Atualmente, as versões pagas de Zoom e Webex oferecem suporte à tradução simultânea, com canais de interpretação e botões que permitem ao intérprete fazer a mudança de canais de língua com facilidade. Entender bem o funcionamento deles é básico, e sempre vale um teste prévio para garantir que tudo esteja funcionando corretamente na hora do trabalho. Além disso, ambas ferramentas contam com alguns adicionais muito interessantes, como supressão de ruído, para deixar nosso som mais limpo e claro.

3 – Preparo prévio

Se preparar antecipadamente já é algo que todos fazemos, mas, como dizem alguns intérpretes que acompanhamos, o Power Point fez muito mal à área: não é incomum que os clientes estejam montando seus slides no dia da apresentação. Por isso, uma conversa prévia, alinhando as necessidades e as expectativas, é algo que se torna necessário.

Além disso, educar o cliente sobre nossas necessidades é algo que precisamos fazer sem nos sentirmos mal: explicar que, para garantir nosso melhor desempenho, é necessário que ele também possua um bom equipamento e uma boa conexão, para que possamos ouvi-lo de forma clara. Além do clássico pedido para falar com calma.

4 – Saúde geral

A nova forma de trabalhar agregou coisas novas ao que já costumávamos fazer. Além de, como sempre, cuidar da garganta, aquecer a voz e manter-se bem hidratado, a modalidade remota acrescentou a necessidade de investir em ergonomia, com uma cadeira e um escritório adequado para a postura, além de um local com isolamento acústico apropriado (porque haja saúde mental para controlar o estresse de interpretar enquanto um vizinho fura a parede!!).

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